28/05/2016 kelly de castro

Nós amamos inbound marketing (ou 5 motivos para aprender inbound)

A foto acima foi feita na edição 2015 da maior conferência de Vendas e Inbound Marketing do mundo: a inbound. Quase 14 mil pessoas de 70 países ouvindo 250 palestrantes em 4 dias. Mas não vamos falar sobre o evento ou sobre a (r)evolução que o marketing de atração, ou o inbound marketing, vem trazendo à cultura de todas as organizações do mundo. Sim, eu disse TODAS. Principalmente das que ainda não adotaram a metodologia. O inbound marketing muda paradigmas organizacionais e de oferta de consumo. O que vamos falar agora é o que esses novos paradigmas representam em nossa história pessoal como empreendedores.

Ahh, você teve uma ideia genial e abriu uma empresa? Ótimo! Em primeiríssimo lugar: para quem você abriu essa empresa? Por que? Pra quê? Responder a essas perguntas da forma mais sincera possível é o melhor que você pode fazer por sua organização. E veja o que o inbound marketing está tentando te dizer faz tempo:

1 – Não, você não é o chefe

Uma das principais contribuições da internet ao mundo foram as condições de liberdade que favoreceram o empoderamento das pessoas. Consumidores, leitores, seguidores, usuários: no ambiente online ninguém é obrigado a ver o que não quer. Desde antes de Seth Godin publicar “Marketing de permissão” em 1999, a sociedade aproveitou a oportunidade do discurso direto oferecido pela rede pra mandar um recado bem claro e direto às marcas: VOCÊ NÃO MANDA EM MIM!

2 – Não é por “bondade” que a sua empresa é sustentável (ou inclusiva)

Empreender pós era da informação é entender que você devia ter feito uma escolha, lá atrás, quando viu as relações de consumo nascerem baseadas em petróleo e dívidas. Você viveu o suficiente pra ver essas relações produzirem excessos e colapsos universais. Sabe o que atuar na economia criativa diz sobre você? Ou você não trabalha pro “lado negro da força” ou ainda acha que sustentabilidade é só uma campanha de marketing para que você pareça bonzinho. Para ser considerado um verdadeiro Jedi, é preciso entender que valor não é lucro e que retorno nem sempre chama-se receita. Se você estiver no time da segunda opção: o risco é seu.

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3 – Comunidade NÃO é o mesmo que networking

Essa é uma das muitas conclusões a que chegou o polaco Zygmunt Bauman analisando nosso mundo pós-moderno. Sua ideia inovadora pode ser fruto do ego projetando um ideal pessoal sustentado por redes ou representa uma necessidade real de muitos iguais a você: sua comunidade. Representar uma comunidade significa desenvolver cultura e gerar valor distribuído, algo muito distante da construção de atributos genéricos de identidade para explorar uma base de dados. Não construa networking, trabalhe para sua comunidade. Se você modelou seu negócio em cima de networking: esteja preparado para quando for desconectado.

4 – Será que existe mesmo propriedade privada?

A questão é defender seus direitos ou lidar com suas obrigações? Afinal, o “sonho americano” não é um projeto de vida escalável, replicável e de alto impacto: é tarefa de mártires. E no projeto de construção de uma sociedade colaborativa não precisamos de mártires, precisamos de um produto mínimo viável (MVP, do Minimum Viable Product). Não é a toa que Airbnb não seja dona de um único quarto que oferece em sua rede ou que a Uber não seja proprietária de um único carro de sua frota. Você não precisa possuir nada, precisa enxergar valor nas relações humanas.

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Angeli

5 – Fazer listas não é fazer inbound marketing

Ter escrito todos os títulos de postagens e e-books listados abaixo, não faz de você uma referência. Não é assim que se constrói reputação.

  • 7 pequenas coisas que vão mudar a maneira como você faz listas
  • Como vender listas para um cético
  • O estudo de caso sobre listas que você nunca esquecerá
  • Listas : o guia definitivo
  • As maiores reclamações sobre listas e porque elas não fazem sentido
  • Você trabalha com listas? Leia isso agora
  • 15 pessoas que você tem que acompanhar na área de listas

Chega a ser engraçado, né? A internet tem sido.

Mas inbound marketing é sobre conhecer a pessoa para quem você trabalha, aquele membro de sua comunidade e compartilhar com ele valores relevantes a todos. É construir algo que não é seu e entregar ao mundo, porque o mundo ansiava por isso.  Fazer a oferta certa, no momento mais oportuno.

oferta

oferta de conteúdo

oportunidade

oportunidade de acesso à informação

A análise de dados reais para

conclusões sobre o comportamento do consumidor trouxe algo realmente poderoso às organizações: a possibilidade de aprendermos com a sociedade. Inbound marketing é sobre aprender e educar. É extrair inteligência das relações e i(n)terações dentro das organizações. É alinhar e cumprir expectativas e entregar um produto/serviço que seja mesmo indispensável à vida das pessoas.

E como esse texto não é uma lista, nem trouxe respostas, então toma mais uma pergunta: se o seu produto/serviço deixasse de existir amanhã, alguém sentiria falta dele?

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